Tarifa de ônibus em Jundiaí: a qualidade do serviço precisa subir junto
Tarifa de ônibus sobe em Jundiaí e população cobra melhorias. Reajuste exige contrapartida urgente em qualidade e eficiência do serviço.
A partir do último domingo (6), a tarifa de ônibus em Jundiaí passou a custar R$ 5,60 no Passe Comum e R$ 6,15 no Vale-Transporte. A justificativa apresentada pela Prefeitura é técnica: a correção segue o índice de inflação acumulada desde janeiro de 2023 (11,17%) e leva em conta o aumento dos custos operacionais — como reajuste salarial de motoristas, benefícios trabalhistas e insumos diversos.
Esse reajuste é compreensível. Manter a tarifa congelada indefinidamente, em meio a aumentos generalizados, tornaria o sistema insustentável. Mas a pergunta que muitos jundiaienses estão fazendo é legítima: se a passagem subiu, o serviço também vai melhorar?
Analisando os comentários dos usuários, o que se vê é uma insatisfação antiga com a qualidade do serviço prestado. Não se trata de uma crítica pontual a esta ou àquela gestão — o problema é estrutural. A população reclama e não é de hoje sobre ônibus sujos, mal conservados e falta de conforto. O transporte coletivo de Jundiaí precisa urgentemente evoluir em qualidade, eficiência e respeito ao usuário.
A percepção geral é a de que se paga caro por um serviço que entrega pouco. E o reajuste reacende uma reivindicação justa: o transporte público de Jundiaí precisa estar à altura da cidade e do preço que se paga por ele.
É indiscutível a necessidade de atualização tarifária, e o atual gestor de Mobilidade e Transportes, José Carlos Sacramone, profissional com ampla experiência e muitos anos de carreira pública, terá agora um dos maiores desafios da sua trajetória: modernizar o setor de transportes com soluções inovadoras, alinhadas às boas práticas já adotadas em outras cidades brasileiras.
É importante lembrar que Sacramone tem histórico técnico consolidado, já ocupou cargos estratégicos na área e conta com a confiança do prefeito Gustavo Martinelli, cuja gestão tem se pautado pela responsabilidade fiscal e pelo compromisso com a melhoria dos serviços públicos. Agora, é hora de transformar esse capital técnico e político em avanços concretos para a mobilidade urbana.
Como bem resumiu um morador nas redes sociais: “o congelamento da tarifa não é maior que o congelamento dos serviços”. A modernização do sistema é urgente e deve ser conduzida com planejamento, transparência, escuta ativa da população e uso inteligente dos dados.
A decisão técnica de reajuste foi tomada. Mas agora é preciso uma decisão política corajosa e comprometida com o futuro: modernizar o transporte coletivo, oferecendo um serviço que justifique cada centavo pago na catraca. O cidadão de Jundiaí não quer apenas pagar — ele quer ser bem atendido, com qualidade e segurança.
O reajuste era inevitável e a melhoria também deve ser. O transporte coletivo precisa sair do passado e acompanhar o ritmo de uma cidade que quer avançar. O desafio está posto.


