Ponte Estaiada: o dilema entre o concreto e a prioridade em Jundiaí
Vereador questiona prioridades da ponte estaiada em Jundiaí: obra milionária gera debate sobre gestão responsável e uso do dinheiro público.
Nos últimos dias, um debate necessário ganhou força nas redes sociais de Jundiaí. O vereador Juninho Adilson trouxe à tona uma reflexão que vai muito além da engenharia civil: a construção da nova ponte estaiada localizada no prolongamento da Av. Frederico Ozanam, com investimento estimado em R$ 43 milhões. Um valor que impressiona — e incomoda, com razão.
Do outro, o ex-prefeito Luiz Fernando Machado aparece para defender o projeto, afirmando que a ponte faz parte de um plano de mobilidade mais amplo e moderno para a cidade. Fala de sua popularidade enquanto prefeito, porém inicia seu vídeo de resposta buscando apoio na popularidade do atual Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Juninho não se coloca contra a mobilidade urbana. Pelo contrário: reconhece sua importância, mas questiona o desequilíbrio nas prioridades que optou por uma estrutura grandiosa, simbólica e visualmente impactante. Afinal, mobilidade sem planejamento equilibrado pode parecer marketing urbano e não gestão responsável. Não se trata de ser contra obras, mas de exigir coerência nas escolhas e respeito inegociável pelo dinheiro público. Nesse contexto, é importante destacar que o atual governo, sob a liderança do prefeito Gustavo Martinelli , tem conduzido a continuidade dessa obra como exige a boa prática administrativa. Afinal, entre o erro de origem e o abandono, o pior cenário é deixar a cidade com uma obra inacabada.
É preciso ter coragem para dizer o óbvio: essa ponte foi uma escolha política, não técnica. Outras pontes foram construídas naquela região por aproximadamente R$ 5 milhões — eficientes, seguras, dentro do que a população precisava. Segundo o vereador, a gestão anterior preferiu o monumento, uma obra faraônica – nome que intitula o vídeo do vereador sobre a ponte estaiada.
A atitude do vereador Juninho merece reconhecimento. É esse tipo de posicionamento que se espera de quem representa o povo no poder legislativo: fiscalizar e lembrar que recurso público tem destino e prioridade. Ele colocou o dedo na ferida de uma decisão que nunca foi consensual, mas que vinha sendo tratada como intocável. O projeto, desde o início, pareceu feito não apenas para ligar margens de uma avenida movimentada, mas sim para marcar uma gestão com a força e a frieza do concreto.
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