ojundiaiense
17 de outubro de 2025 |
Redação OJ

Moradores do Recanto da Toca conquistam escritura após 20 anos

Jundiaí
Moradores do Recanto da Toca conquistam escritura após 20 anos

Moradores do Recanto da Toca recebem escritura após 20 anos de espera. Mais segurança e dignidade em Jundiaí.

A regularização fundiária Jundiaí avança de forma concreta. Na noite da última terça-feira (15), a Prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria de Habitação Social, entregou 18 matrículas de regularização fundiária ao núcleo Recanto da Toca, no bairro da Toca, região do Caxambu. Com essa nova entrega, chega-se a 814 documentos regularizados em 2025, dando passo firme rumo à meta de mil até o fim do ano.

O que muda para os moradores

A matrícula de regularização fundiária transforma um imóvel antes informal em propriedade reconhecida legalmente. Isso significa:

  • Segurança jurídica: o ocupante passa a ter direitos assegurados por lei, evitando disputas e inseguranças.
  • Valorização do imóvel: com documento oficial, o imóvel se torna ativo reconhecido no mercado, com possibilidade de compra e venda.
  • Acesso a serviços básicos: correspondências, encomendas, ligações e atendimentos oficiais passam a ser viabilizados.
  • Possibilidade de acesso a infraestrutura pública: obras de pavimentação, saneamento, iluminação e outros investimentos podem ser liberados com apoio federal.
  • Inclusão social e dignidade: garantir um documento de propriedade é também declarar que aquela pessoa “existe” perante o Estado.

A longa jornada até a escritura

Para muitos, a entrega foi o desfecho de lutas acumuladas por décadas. Moradores relatam que, desde 2003, têm se mobilizado para conseguir o reconhecimento legal de seus terrenos. Problemas como risco de penhora da gleba inteira chegaram a ameaçar a permanência da comunidade. A união na mobilização local, com apoio técnico da Prefeitura, tornou a conquista possível.

A moradora Iraci Maria Garcia Jacinto, aos 63 anos, afirmou que morava há mais de 20 anos sem documento e muitas vezes “existia no vazio” — sem acesso até mesmo a correspondências. Hoje, empunhando sua matrícula, ela celebra: “Essa terra agora é minha”.

Papel institucional e metas da gestão

Para o Prefeito Gustavo Martinelli, a trajetória da regularização fundiária é parte central da missão de governo. Ele afirma que o ato não é apenas entrega de papel, mas resgate de dignidade e esperança para as famílias. O objetivo é alcançar mil matrículas entregues em 2025.

secretário Jeferson Coimbra ressalta que as matrículas legalizadas abrem caminho para que o município solicite e aplique recursos federais em infraestrutura. No Recanto da Toca, a pavimentação de ruas já está entre as prioridades. Com os imóveis formalizados, surge a condição institucional para esse tipo de investimento.

Impacto para Jundiaí e perspectivas futuras

A regularização fundiária não beneficia somente os residentes da Toca. Quando municípios avançam nesse processo:

  • eleva-se a receita municipal via IPTU formalizado;
  • amplia-se a inclusão social urbana e reduz-se a informalidade;
  • abre-se espaço para projetos integrados de urbanização, atendendo demandas de mobilidade, saneamento e mobilidade urbana local;
  • fortalece-se o vínculo entre população e poder público, gerando confiança e participação comunitária.

Para Jundiaí, a marca de 814 matrículas já entregues revela o ritmo da gestão em menos de um ano. Se alcançar a meta de mil antes de 2026, o impacto será sintomático: bairros inteiros poderão deixar de ser enclaves informais, transformando-se em comunidades plenamente integradas ao tecido urbano.

Da luta à conquista: como a Toca virou exemplo em Jundiaí

A entrega das matrículas no Recanto da Toca representa mais do que um ato burocrático: simboliza a virada de página de uma comunidade que buscava ser reconhecida. A regularização fundiária Jundiaí caminha para consolidar direitos, promover transformações e reescrever o contrato social local. A esperança que ficou na voz dos moradores ecoa como compromisso para toda a cidade: “essa terra agora é nossa”.

Você também pode gostar