Febre maculosa em Jundiaí: óbito confirmado reforça alerta de prevenção
Primeira morte por febre maculosa em 2025 em Jundiaí reforça alerta para prevenção e diagnóstico rápido nas áreas de risco.
A confirmação do primeiro óbito por febre maculosa em Jundiaí em 2025 acendeu um importante alerta para a saúde pública da cidade. O caso, verificado pelo Instituto Adolfo Lutz, envolveu um homem de 65 anos, morador da zona rural, e reforça a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre os sintomas, os riscos e, principalmente, as formas de prevenção da doença.
Entenda o caso
O idoso foi internado no Hospital São Vicente de Paulo em 4 de novembro e morreu no mesmo dia, com sintomas que inicialmente sugeriam dengue ou febre maculosa. O resultado positivo, divulgado após análises laboratoriais, confirmou a presença da bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pelo carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), vetor da febre maculosa.
Febre maculosa: o que é e como se transmite?
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave e, se não tratada nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, pode ser fatal. Ela não é contagiosa entre pessoas. A transmissão ocorre exclusivamente pela picada do carrapato infectado, comum em áreas de vegetação densa, zonas rurais e próximas a rios com presença de animais hospedeiros como capivaras, bois e cavalos.
Sintomas exigem atenção imediata
A população deve ficar atenta aos seguintes sintomas, especialmente se teve contato recente com áreas de risco:
- Febre alta de início súbito
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares
- Mal-estar
- Manchas vermelhas na pele (exantema)
- Náuseas e vômitos
Mesmo na ausência de picadas visíveis, é essencial informar ao médico sobre qualquer deslocamento recente para zonas de mata ou regiões com pastagem e animais.
Medidas de prevenção intensificadas em Jundiaí
Após a confirmação do óbito, a Prefeitura de Jundiaí, por meio da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) e da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), reforçou ações preventivas. Áreas públicas com registros de carrapatos estão sendo sinalizadas com placas de alerta, e as equipes continuam monitorando os locais com maior risco de infestação.
A orientação oficial é evitar sentar ou deitar em gramados de parques, usar roupas claras (que facilitam ver carrapatos), manter calças por dentro das meias em trilhas e aplicar repelente.
Informação que salva vidas
A principal mensagem das autoridades é clara: o diagnóstico precoce é determinante. Quanto mais cedo a febre maculosa for identificada, maiores as chances de cura. E, neste cenário, a informação de qualidade cumpre um papel vital.
Compartilhar orientações com amigos, vizinhos e familiares, especialmente os que vivem ou frequentam zonas rurais ou parques naturais, pode ser decisivo para evitar novos casos e preservar vidas.


