Inflação desacelera e traz respiro ao bolso das famílias
IPCA-15 cai para 0,18%% em outubro, com queda na energia e estabilidade nos alimentos, trazendo alívio ao orçamento das famílias.
A prévia da inflação de outubro (IPCA-15), divulgada pelo IBGE, apresentou um avanço de 0,18%, abaixo dos 0,48% registrados em setembro. O resultado é o menor para o mês desde 2022 e indica uma desaceleração nos preços, mesmo diante do aumento dos combustíveis.
O índice acumula 4,94% nos últimos 12 meses, abaixo dos 5,32% anteriores, mas ainda acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. Apesar disso, o recuo é um sinal positivo para o consumidor, que começa a sentir melhorias no orçamento doméstico.
Energia mais barata e alimentos estáveis ajudam a conter o índice
O principal fator que contribuiu para a desaceleração foi a queda de 1,09% nas tarifas de energia elétrica residencial, reflexo da redução da bandeira tarifária vermelha para o patamar 1. Essa mudança fez o valor adicional das contas cair de R$ 7,87 para R$ 4,46 a cada 100 kWh, aliviando diretamente as despesas das famílias.
Na alimentação, o grupo apresentou a quinta deflação consecutiva (-0,02%), com destaque para a redução nos preços da cebola, ovos, arroz e leite longa vida. Esses produtos básicos tiveram queda, o que impacta positivamente a cesta de consumo das famílias e o custo das refeições diárias.
Transportes seguem em alta, mas sem pesar no resultado geral
O grupo de transportes teve alta de 0,41%, influenciada pelo aumento dos combustíveis (+1,16%) e das passagens aéreas (+4,39%). Mesmo assim, a variação foi compensada pelo recuo nos preços de energia e alimentos, o que impediu uma pressão maior sobre o índice geral.
O que isso significa na prática
A desaceleração da inflação representa um alívio para as famílias brasileiras, que enfrentaram meses de aumento nas despesas básicas. Com a energia mais barata e os alimentos estáveis, há mais previsibilidade e segurança no planejamento financeiro , especialmente para quem depende do salário fixo.
Segundo o Banco Central, a expectativa é que os índices retornem ao limite da meta apenas em 2026, mas a trajetória atual já aponta para um cenário de maior estabilidade econômica nos próximos meses.


